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Um
breve histórico
De propriedade familiar, a ch. Asa Branca manteve-se quase intacta, sem
nenhuma interferência, por cerca de 15 anos – pela sua localização
(próxima à cidade) pode se considerar uma grande vitória,
a sua preservação, frente à ocupação
urbana, visto que hoje aos seus redores predominam condomínios
residenciais. Foi então a partir de 2000 que se iniciaram os trabalhos
de observação e coleta de informações que
precedem ao design.
Água
de chuva
O
grande desafio num primeiro momento seria a disponibilidade de água,
sem corpos d`água ou fontes localizadas, a alternativa usual
seria a escavação de um poço artesiano, o que
foi descartado tanto pelo alto custo financeiro quanto pela insustentabilidade
de poços na região, já que uma grande quantidade
de poços existe e vem sendo mal utilizados. |
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A
saída seria então a água de chuva, assim sendo,
foi desenhado um sistema de captação das águas
da estrada próxima e conseqüente armazenamento em tanques
de ferrocimento. Com um simples tratamento na captação
e um filtro artesanal na saída, esta água apresenta
um boa qualidade para o uso humano (banho e cozinha).
Hoje com cerca de 270.000l armazenados ao final da estação
de chuvas, a demanda total da chácara vem sendo suprida,
isto inclui irrigação de hortas e viveiro de mudas,
mas o design prevê o armazenamento de 1 milhão de litros
em até 5 anos. Para a ingestão humana é utilizada
a água captada do telhado, num sistema simples de calhas.
Veja as fotos
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As
habitações
Uma
delas trata-se de um pequeno sobrado, edificado com estrutura de
madeira, tendo sido utilizadas para pilares, árvores nativas
retiradas da própria chácara, garantindo assim uma
beleza rústica e uma organicidade na forma, além de
um baixo custo da obra. A vedação (paredes) se utilizou
da junção de duas técnicas, o ferrocimento
e o solocimento, o que estamos chamando de ferro-solo-cimemto, que
pode ser considerada uma adaptação do antigo pau-a-pique.
Esta técnica foi escolhida em função do solo
local, apropriado para esta técnica. |
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Como
parte da habitação foi, construído o banheiro
seco, como cômodo conjugado. Com esta edificação
garantimos beleza integrada à paisagem, conforto térmico,
baixa demanda energética e baixo custo. |
Uma
outra casa, utiliza-se da mesma técnica, porém sua
estrutura é de eucalipto e a cobertura é de “telhado
vivo”, isto é, um telhado de grama, que garante uma
beleza exótica, excelente conforto térmico e isolamento
acústico. Com o aprimoramento da técnica estamos adquirindo
um bom know how nestas edificações, tornando está
tecnologia de bioconstrução a base para a construção
das residências da ecovila familiar que está em implantação.
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A
terceira casa da ecovila, tem 200m² segue um padrão
estético mais próximo do convencional, alia a rusticidade
da técnica à beleza de materiais como granito e vidros
temperados. Esta é o modelo ideal para condomínios
residenciais, tendo desde sua construção despertado
interesse externo. Veja as fotos. |
O
cultivo da terra
Parte
da alimentação é suprida por 2 hortas mandalas
de 40m² cada, uma agrofloresta de 2500m², (sistemas de
cultivo biodiversificado e integrado à vegetação
natural, com base agroecológica) e o paisagismo produtivo
(jardins produtivos) que além de embelezar os arredores das
casas provêm uma pequena parte da alimentação
local em folhas, raízes e grãos, em harmonia com o
cerrado nativo. Veja as Fotos |
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Do
presente para o futuro
Hoje
a Ch. Asa Branca vem recebendo visitações, realizando
vivências com grupos estudantis e oferecendo cursos modulares
de Permacultura, com o objetivo maior de ser uma grande escola para
a Cultura Permanente. |
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Um dos frutos deste trabalho é o Ipoema _Instituto de Permacultura-Organização,
Ecovilas e Meio Ambiente, uma associação sem fins
lucrativos que atua ensinando, difundindo e executando a permacultura
em projetos próprios ou parcerias.
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Aliado
a isso, estão sendo planejadas e executadas atividades produtivas
como o cultivo de cogumelo orgânico, produção de mudas
e húmus de minhoca.
E ainda, tendo a Asa Branca como modelo, vêm sendo realizadas consultorias
e execução de projetos afins, com foco em bioconstruções,
paisagismo produtivo e sistemas agroflorestais.
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